Tanto esperei que desencorajei de chegar perto e falar qualquer coisa para saber de onde você veio, qual o seu nome e como poderia te encontrar outras vezes.
Desencorajei quando a vi chegando perto, te abraçando, tão íntima e amiga.
Desencorajo do que não vale a pena; e admito abrir mão do que vale a pena também.
Quem sabe o tal do destino não me vê perdida em alguma rua qualquer e te põe na mesma calçada? Eu juro que esbarro, deixo cair algo, peço informação.Quem sabe eu encorajo de vez?!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Eu queria que soubesse o quanto sinto muito, sinto tanto por deixar as flores para um dia tão triste...
Eu atrasei. Como sempre. E você se antecipou.
Mas dessa vez não foi um caso de responsabilidade, e sim de incompreensão. Por que agora? Por que tão cedo? Afinal, as pessoas não gastam fortunas , tempo e profissionais para atrasarem a morte?
Ao menos me avisasse, e eu diria coisas que ficaram por dizer. Mostraria objetos, lugares que você não admirou. Trecho de livros que ficaram por ler. Roupas por usar. Talvez isso fizesse alguma diferença.
Sua mãe ainda chora desolada em qualquer canto da casa. E seu pai, agüenta firme, mas o olhar perdido e vazio nota-se de longe. Seus amigos te lembram de vez em quando em uma conversa ou outra. E eu...
...
Eu sofro a tua falta, como se me faltasse a própria vida. Eu não compreendi, e mesmo que compreendesse tais motivos a falta permaneceria. Desconheço o que é este mundo sem você para me aconselhar, e ser presença mesmo que distante.
As flores poderiam vir antes, para que sentisses o perfume, admirasse as cores. Mas eu atrasei. Como sempre. E de vida naquele lugar sombrio, apenas as flores, que uma hora ou outra também murchariam.
E só ficou em ti os pensamentos daquele momento.
E só ficou aqui a saudade.
E só ficou em ti os pensamentos daquele momento.
E só ficou aqui a saudade.
E só ficou em mim desejo de entregar-lhe as flores em vida.
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